Porque procuro o amor...
Em cada esquina...
Em cada canto...
Em cada corpo...
Em cada pedaço...
Que o vento transporta,
Que o vento trás até mim.
Porque esses pedaços,
Esse corpo,
Até esse canto e esquina
São teus...
São meus...
"Came on, Kiss me now
Or i Die this day"
Podemos ser assim para sempre?
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
sábado, 26 de dezembro de 2009
Não tenho robe!
Hoje desci da cama e fui directo para a areia. Vinha dum sonho bom e acordo na praia. Meu Deus. Isto é possivel?A janela do meu quarto dá para um quintal feio e cheio de ervas daninhas, como venho aqui ter?Nesse momento sinto a água do mar molhar-me os pés. Fria, fria, fria, deu para sentir que não era um sonho, muito menos uma ilusão. Aquele frio matinal entrava-me bem no corpo e fazia-me tremer. Onde está o meu robe?Não tenho robe!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
E hoje sinto-me assim....
Para quem não sabe, os sonhos são assim...
Her Morning Elegance - Oren Lavie
Porque a vida requer elegância...
Her Morning Elegance - Oren Lavie
Porque a vida requer elegância...
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Todos os caminhos são tortos...mais cedo ou mais tarde
desvio-me da alguma virtuosidade minha mas interessa-me isto e exponho-o aqui
"um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é uma estupidez...
só não esquecemos a outra como pensamos mais nela...
um dia descobrimos que apaixonar-nos é inevitável...
um dia descobrimos que o comum não nos atrai...
um dia descobrimos que a pessoa que nunca nos liga é a que mais pensa em nós...
um dia descobrimos que somos importantes para alguém e não ligamos a isso...
um dia descobrimos...enfim... que apesar de viver quase 100 anos, este tempo todo não é o suficiente para realizar os nossos sonhos, para olhar nos olhos da outra pessoa e dizer tudo o que tem de ser dito...
um dia descobrimos deste jeito...ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para as realizar...
um dia descobrimos... que quem não compreende um olhar tão pouco entenderá uma longa explicação..."
"um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é uma estupidez...
só não esquecemos a outra como pensamos mais nela...
um dia descobrimos que apaixonar-nos é inevitável...
um dia descobrimos que o comum não nos atrai...
um dia descobrimos que a pessoa que nunca nos liga é a que mais pensa em nós...
um dia descobrimos que somos importantes para alguém e não ligamos a isso...
um dia descobrimos...enfim... que apesar de viver quase 100 anos, este tempo todo não é o suficiente para realizar os nossos sonhos, para olhar nos olhos da outra pessoa e dizer tudo o que tem de ser dito...
um dia descobrimos deste jeito...ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para as realizar...
um dia descobrimos... que quem não compreende um olhar tão pouco entenderá uma longa explicação..."
"Era uma vez,uma ilha onde moravam os sentimentos. Um dia houve um aviso: a ilha iria afundar..
Todos os sentimentos se apressaram para sair da ilha, pegaram nos seus barcos e partiram, mas o Amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela se afundasse..
Quando estava quase a afogar-se, o Amor começou a pedir ajuda.. Nesse momento estava a passar a Riqueza num barco lindo e o Amor disse:
-Riqueza levas-me contigo?
-Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para ti!
Então pediu ajuda à Vaidade, que também vinha a passar:
-Vaidade, ajuda-me!
-Não posso ajudar Amor, tu estás todo molhado e poderias estragar o meu barco.
Ia a passar a Tristeza e o Amor pediu ajuda:
-Tristeza, deixas-me ir contigo?
-Oh! Amor, estou tão triste que quero ir sozinha.
Aí passou também a Alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o Amor chamar.
-Vem Amor eu levo-te! Era um ser.
O Amor ficou tão feliz,que se esqueceu de perguntar o seu nome. Ao chegar ao outro lado do morro ele perguntou à Sabedoria quem era aquele ser. Respondeu a Sabedoria:
-Era o Tempo.
-O Tempo? Mas porque é que o Tempo me trouxe?
-Porque somente o Tempo é capaz de amenizar as inquietudes da vida e esquecer um grande Amor."
Todos os sentimentos se apressaram para sair da ilha, pegaram nos seus barcos e partiram, mas o Amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela se afundasse..
Quando estava quase a afogar-se, o Amor começou a pedir ajuda.. Nesse momento estava a passar a Riqueza num barco lindo e o Amor disse:
-Riqueza levas-me contigo?
-Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para ti!
Então pediu ajuda à Vaidade, que também vinha a passar:
-Vaidade, ajuda-me!
-Não posso ajudar Amor, tu estás todo molhado e poderias estragar o meu barco.
Ia a passar a Tristeza e o Amor pediu ajuda:
-Tristeza, deixas-me ir contigo?
-Oh! Amor, estou tão triste que quero ir sozinha.
Aí passou também a Alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o Amor chamar.
-Vem Amor eu levo-te! Era um ser.
O Amor ficou tão feliz,que se esqueceu de perguntar o seu nome. Ao chegar ao outro lado do morro ele perguntou à Sabedoria quem era aquele ser. Respondeu a Sabedoria:
-Era o Tempo.
-O Tempo? Mas porque é que o Tempo me trouxe?
-Porque somente o Tempo é capaz de amenizar as inquietudes da vida e esquecer um grande Amor."
sábado, 19 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
foge comigo!
"Cortar a ligacao com o passado - disse ele vagarosamente, como se falasse consigo mesmo -, conseguir apaga-lo, e o mais vil de todos os cortes com a lei do cosmos. e ingratidao, e uma fuga as nossas duvidas. E um suicidio: com esse corte, a pessoa esta a aniquilar-se a si mesma. [...] Eu nao cortarei, no momento em que atingi o que, na verdade sou, as minhas raizes, transformando-me numa sombra, transitando para o nada."
E hoje sinto-me assim....
Perde-se demasiado tempo a pensar no que se poderia ter feito ou a corrigir o que não se fez. Ou em futilidades desinteressantes a não ser a nós mesmos. Porque não actuamos segundo o que nos é importante? Porque o que os outros dizem ou fazem tem um peso grande na nossa consciência...perdemos tempo que não recuperamos...e lamentamos porque o perdemos...e façam o que eu digo e não o que eu faço.
Porque hoje cai aquela chuva
Porque hoje quero aquela calma
Porque hoje procuro aquela paz
Porque hoje é aquele hoje
Aquele presente dado a cada dia que passa
Aquela procura
Daquela metade
Daquela felicidade.
E hoje tento encontrar-me, procurando-te.
Porque hoje cai aquela chuva
Porque hoje quero aquela calma
Porque hoje procuro aquela paz
Porque hoje é aquele hoje
Aquele presente dado a cada dia que passa
Aquela procura
Daquela metade
Daquela felicidade.
E hoje tento encontrar-me, procurando-te.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Quando estou gasto, e sem aquela vitalidade que corre pelo sangue, questiono a vida. Questiono os caminhos. Questiono as respostas e as escolhas. Pergunto-me porque aos outros é assim. Porque há algo que sempre nos escapa. Porque somos fantoches, e de quem o somos. Porque há vidas assim?!E com tanta questão perco-me.
À falta de mim mesmo, uso e abuso da palavra dos outros
"Tenho uma sala para literatura com 70 metros de comprimento. Percorro-a várias vezes por dia e sinto-me bem quando o faço. Cultura não é saber quando morreu Napoleão. Cultura significa saber como vou descobrir isso em dois minutos"
UMBERTO ECO (Exclusivo i / Der Spiegel)
À falta de mim mesmo, uso e abuso da palavra dos outros
"Tenho uma sala para literatura com 70 metros de comprimento. Percorro-a várias vezes por dia e sinto-me bem quando o faço. Cultura não é saber quando morreu Napoleão. Cultura significa saber como vou descobrir isso em dois minutos"
UMBERTO ECO (Exclusivo i / Der Spiegel)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
First Kiss...
Camera Obscura - "French Navy"
Lembra-me de escrever algo diferente,
Porque de beijos não se escreve
Porque de beijos não falo
A não ser que cada deveria ser o primeiro
Com uma história pela frente,
E nunca virado para trás.
Promete-me que arrancas de mim
Aquele pedaço que se solta,
Numa viagem...
Num concerto...
Num banco de jardim..
E o guardas bem perto de ti.
E se me permitires
Deixa-te levar pela dança.
Se eu te pisar os pés
Tem aquela esperança,
Que nunca deveria ter fim.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Porque enganaste a ti própria também?
Hoje acordei de manhã. Senti a cama fria. Senti a cama vazia. Já nada era como antes, em que acordava no calor do aconchego. A cama parecia pequena para dois, e eu gostava dela assim. Sentia a alma grande, como se o calor torna-se a minha alma mais fluída e a dilata-se. Sentia-me enorme. Sentia que nada me podia deter. Não estava mais errado. Disseste-me que ficaríamos melhor. Disseste-me que nos tornaríamos melhor. Concordei. Realmente o que não nos mata torna-nos mais forte.
Passaram-se dias, passaram-se semanas, penso até que se passaram meses. Perdi a noção do tempo. Dava por mim a vaguear nos segundos, nos minutos, nas horas. Para mim segundos eram dias, e dias eram minutos, e minutos eram anos. Não conseguía distingui-los. Fiquei atónito durante dias, talvez semanas ou até mesmo meses. Tudo passava menos eu.
Um dia, ou num minuto, não sei. Saí da cama. Saí e liguei-te. Ouvi a tua voz. Diria que tinhas saído do banho. Estava húmida. Falaste naquele tom que sempre reconheci em ti, aquele tom doce, que dava vontade de barrar pelo corpo. Aquele tom suave, que dava vontade de nadar, de me afogar. Perguntei-te como estavas. Disseste que ficaríamos bem, os dois. Mas senti que me enganavas. Eu sei que não estavas. Porque enganaste a ti própria também?
Passaram-se dias, passaram-se semanas, penso até que se passaram meses. Perdi a noção do tempo. Dava por mim a vaguear nos segundos, nos minutos, nas horas. Para mim segundos eram dias, e dias eram minutos, e minutos eram anos. Não conseguía distingui-los. Fiquei atónito durante dias, talvez semanas ou até mesmo meses. Tudo passava menos eu.
Um dia, ou num minuto, não sei. Saí da cama. Saí e liguei-te. Ouvi a tua voz. Diria que tinhas saído do banho. Estava húmida. Falaste naquele tom que sempre reconheci em ti, aquele tom doce, que dava vontade de barrar pelo corpo. Aquele tom suave, que dava vontade de nadar, de me afogar. Perguntei-te como estavas. Disseste que ficaríamos bem, os dois. Mas senti que me enganavas. Eu sei que não estavas. Porque enganaste a ti própria também?
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
"se porventura a ilusão desse dia vier d circunstâncias da própria vida, viver esse dia permite ganhar uma vida!é isso k nos (me) faz pulsar! a esperança de transformar boas ilusões em realidade " - anónimo
e como exemplo...
"o chocolate em si é uma ilusão, é uma promessa de prazer, não é nada, contudo precisamos dele... quando ele se trinca ou derrete na boca troca-se a ilusão pela realidade, um grande prazer! e aí vale a pena" - anónimo
já tens a tua ilusão?a tua promessa?
ou queres que ofereça-te um chocolate?
e como exemplo...
"o chocolate em si é uma ilusão, é uma promessa de prazer, não é nada, contudo precisamos dele... quando ele se trinca ou derrete na boca troca-se a ilusão pela realidade, um grande prazer! e aí vale a pena" - anónimo
já tens a tua ilusão?a tua promessa?
ou queres que ofereça-te um chocolate?
domingo, 6 de dezembro de 2009
Cap ou pas Cap?
Eu voei...
Eu voei...
Deixei migalhas de mim
Para tu nao te perderes
Fui derretendo
A pele, a carne, os ossos
Esperando que um dia me encontrasses
Pronto a ser cozinhado
Pronto a ser preparado
Num daqueles banho-maria
Que só tu poderias fazer.
E tu?Cap ou pas Cap?
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
jogo da sedução...
Já estive com as minhas mãos no teu corpo. No teu rosto. Na tua alma. Em muitos outros locais, que outros homens que por ti passaram nunca sonharam que em ti existiam. Em locais que mais ninguém consegue tocar. Que só eu sei onde estão. Que só a mim disseste como entrar neles. Que só a mim...
No entanto partiste. Não olhaste para trás. Não olhaste sequer a todos os momentos que estivemos. Nem ao que tu te fizeste comingo. Ao que em ti, eu fui construíndo. Por mim, mas essencialmente por ti. Sempre foi por ti, porque Amava-te. Olhava-te com admiração. Entornava em ti o meu olhar, a minha alma. Toda a minha essência. Toda a minha existência. Como se um amanhã nao passasse disso mesmo...de um hipotético amanhã, onde só o hoje poderia valer. Onde só o hoje tinha sentido Onde só o hoje era o beber de toda a água da minha vida, e tu nadavas. Nessa fonte. Na mesma fonte onde eu ia buscar a inspiração para a minha vida. Para mim. Para ti. Porque era essencialmente para ti.
Mas agora percebo. Fizeste disto um labirinto. Era monótono, Amor?Porque nunca mo disseste?Poderias ter-me levado a passear. Podia-mos ter feito amor na relva. Podia-mos ter-nos sentado à beira-mar a ver o pôr-do-sol, a falar, a namorar, ou simplesmente a apreciar. Podiamos...Podiamos...Podiamos...tanto ficou por escrever e falar e nunca nada me disseste. Nunca nada. Nunca se fez. Mas hoje sei que estás algures aí perdida. Aqui dentro perdida. Sei que te perdeste no meu coração. Fizeste dele um jogo, do gato e do rato, em que ora eu sou um gato, ora sou um rato. Em que trocamos de papel a todo o segundo, numa velocidade louca, que quase freneticamente nos mutamos. Mas não. Sei que foges-me. Foges-me dentro de mim próprio como uma louca. Esperas que te apanhe. Que te persiga. Mas eu espero-te. Sou matreiro. E irei esperar-te porque no fundo precisamos disto. Eu precisava disto, e tu precisas de te cansar.
No entanto partiste. Não olhaste para trás. Não olhaste sequer a todos os momentos que estivemos. Nem ao que tu te fizeste comingo. Ao que em ti, eu fui construíndo. Por mim, mas essencialmente por ti. Sempre foi por ti, porque Amava-te. Olhava-te com admiração. Entornava em ti o meu olhar, a minha alma. Toda a minha essência. Toda a minha existência. Como se um amanhã nao passasse disso mesmo...de um hipotético amanhã, onde só o hoje poderia valer. Onde só o hoje tinha sentido Onde só o hoje era o beber de toda a água da minha vida, e tu nadavas. Nessa fonte. Na mesma fonte onde eu ia buscar a inspiração para a minha vida. Para mim. Para ti. Porque era essencialmente para ti.
Mas agora percebo. Fizeste disto um labirinto. Era monótono, Amor?Porque nunca mo disseste?Poderias ter-me levado a passear. Podia-mos ter feito amor na relva. Podia-mos ter-nos sentado à beira-mar a ver o pôr-do-sol, a falar, a namorar, ou simplesmente a apreciar. Podiamos...Podiamos...Podiamos...tanto ficou por escrever e falar e nunca nada me disseste. Nunca nada. Nunca se fez. Mas hoje sei que estás algures aí perdida. Aqui dentro perdida. Sei que te perdeste no meu coração. Fizeste dele um jogo, do gato e do rato, em que ora eu sou um gato, ora sou um rato. Em que trocamos de papel a todo o segundo, numa velocidade louca, que quase freneticamente nos mutamos. Mas não. Sei que foges-me. Foges-me dentro de mim próprio como uma louca. Esperas que te apanhe. Que te persiga. Mas eu espero-te. Sou matreiro. E irei esperar-te porque no fundo precisamos disto. Eu precisava disto, e tu precisas de te cansar.
De alguém...para um talvez alguém...eu?!Tu?!
Porque as palavras dos outros também tocam, e porque o acordo ortográfico aqui começa a ter efeito...
"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."
"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Qual a verdadeira fórmula química do amor?
Qual a verdadeira fórmula química do amor?Quantos carbonos ou azotos preciso para amar alguém?E quantos Oxigénios, ou Hidrogénios preciso para que alguém me ame?Ou simplesmente existe um átomo, único, pequeno que atrai iões. Que atrai protões e todos os constituintes que ninguém sabe...pelo menos que eu não sei. Porque o amor é esse átomo pequeno, que se funde, que se muta, que se conjuga com outro átomo.
Sim, Eu e tu poderemos ser uma molécula. Podemos ser os dois a única molécula deste nosso mundo, podemos fecundar o teu útero. Podemos até anunciar nas estrelas essa mesma fórmula. Essa mátematica que nunca ninguém escreveu.
Espero-te, como ansiosamente te esperava à uns anos. Hoje estou mais atento. Amei e desamei várias vezes. Senti o poder átomico na minha alma. E sei, que tu também amaste. Que tu também desamaste e com a mesma pressa e ansiedade sentiste o fervilhar dos átomos. No teu sangue. No teu corpo. No teu sexo. Na tua alma. Na tua alma, meu Amor. Permites-me que te volte a chamar assim?
Hoje sou um alquimista. Um alquimista do Amor, mas diferente de todos aqueles que andam por este mundo. E sabes porque? Porque te tenho.
Sim, Eu e tu poderemos ser uma molécula. Podemos ser os dois a única molécula deste nosso mundo, podemos fecundar o teu útero. Podemos até anunciar nas estrelas essa mesma fórmula. Essa mátematica que nunca ninguém escreveu.
Espero-te, como ansiosamente te esperava à uns anos. Hoje estou mais atento. Amei e desamei várias vezes. Senti o poder átomico na minha alma. E sei, que tu também amaste. Que tu também desamaste e com a mesma pressa e ansiedade sentiste o fervilhar dos átomos. No teu sangue. No teu corpo. No teu sexo. Na tua alma. Na tua alma, meu Amor. Permites-me que te volte a chamar assim?
Hoje sou um alquimista. Um alquimista do Amor, mas diferente de todos aqueles que andam por este mundo. E sabes porque? Porque te tenho.
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