sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Can you?


















[fotografia de anónimo]


Libertei-me d[e todas] as correntes,
Hoje, que caio nos teus braços,
Hoje, que olho o passado e vejo
O mar, o céu, os elementos.
E tudo volta a ser leve,
E à surdina,
Beijo o vento que me leva ao destino.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Isto é tão bonito e sinto-me tão tudo!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Abraça-me































( Angels are crazy - A menina que gostava de ser chamada)

Junta-te a mim hoje
Neste pedaço de céu,
Neste pedaço de tanto
Que faz o nada.
E abraça-me...
Abraça-me...
Porque tudo o que tenho,
São os teus abraços quentes
Que se desfazem em mim.

sábado, 30 de outubro de 2010

E o Homem?

"O sol também não tem luz própria. Ele é apenas um espelho que reflete a luz de Deus..."

Jostein Gaarder

E o Homem?Reflecte que vontade?A sua?Ou seremos marionetas da luz de quem?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

"Sabes que dia é hoje?" - perguntei-te de mansinho, enquanto ainda fazias ronha na cama sossegadamente. Sorriste-me, como que concordando, e esboçaste uma ligeira tentativa de me agarrar. Mas a preguiça a esta hora era ainda muita. Foi com algum esforço, que consegui combater a tua vaidade e vestir-te um fato de treino. Só me dizias "Ouve, preciso de todo um procedimento...." No entanto sentia a alegria na tua voz...aquela alegria que só tu sabes ter, que só tu consegues ter.
E Saímos de casa, sem destino, perdidos no meio da chuva, da multidão que não aparecia, no meu do tempo que enganávamos...


post scriptum: E tu sabes que dia é hoje?Gosto de ti!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

arrisca se nao queres ser mais um filho da puta!

" muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcanar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que no conhece vitória nem derrota. "
( Theodore Roosevelt )

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa ser o que é. Só na solidão permanece... O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido." - Anónimo

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"Cortar a ligação com o passado - disse ele vagarosamente, como se falasse consigo mesmo -, conseguir apagá-lo, e o mais vil de todos os cortes com a lei do cosmos. e ingratidão, e uma fuga as nossas dúvidas. E um suicídio: com esse corte, a pessoa está a aniquilar-se a si mesma. [...] Eu não cortarei, no momento em que atingi o que, na verdade sou, as minhas raízes, transformando-me numa sombra, transitando para o nada."

Karen Blixen

quinta-feira, 22 de abril de 2010

"ámame cuando menos lo merezca, porque es cuando más lo necesito"

anónimo

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ninguém sabe...

"um dia faço-te um striptease" - dizia o pacote de açucar.

E tu, que me dizes?







PS: Ninguém sabe mas eu sei o que me dizes :)
Escrevo uma lista de cores que não existem,
Como quadros dourados em museus velhos,
Em museus inexistentes,
Feitos de pó do futuro que ali ficou.
Encerrado em palavras inúteis.
Palavras que não falam decor,
E que precisam duma boca,
Dum corpo e de um desejo
Entregue à verdade
Que existe tanto num abraço
Como numa despedida.
E imagino as palavras,
As cores, os quadros
a fugirem-me
E a deixarem-me sozinho.
Sem saber o que mais poderei amar.

E tudo não passará duma história de encantar,
Que se conta a uma criança ainda pequena,
Uma história sobre a qual adormeci,
E na qual fiquei encerrado num Museu velho,
Como uma estátua velha de cera,
Que se vai derretendo com o passar dos anos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

E hoje sinto-me assim....



All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do
I was made for you
You see the smile that's on my mouth
It's hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what
I've been through like you do
And I was made for you...
All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you

Brandi Carlile - The Story

Será mesmo verdade?

sábado, 17 de abril de 2010

Todos os dias dispo-me para ele...

Fui um pouco ingénuo a acreditar em ti. Na altura tinhas 19 anos, conheceste-me banalmente. Não sei o que viste em mim mas ficaste loucamente apaixonada por mim. Fui o teu primeiro Amor. Não sei porque deixei-me levar por ti. Gostava do teu sorriso, da tua simplicidade sem perderes a graça. Eras uma míuda elegante e deixaste-me contangiar. No entanto chegou o dia em que esse amor foi-se, na mesma forma que veio. Afogou-se no mar gigante hormonal que em ti e exalava. Fui ingénuo e deixei-me arrastar.

Hoje passaram-se 25 anos da última vez que te vi. Estavas em frente ao espelho, vestias a minha cinta preferida com a mesma delicadeza com que a despias. Na manhã seguinte partiste e deixaste o cigarro aceso no cinzeiro. Nunca mais voltaste. Hoje até já deves estar casada, ter filhos da nossa idade. Se calhar até tens um amante. Mas nunca mais voltaste. Fiquei com o teu cigarro guardado, e ainda o olho na esperança que ele faça amor comigo. Ainda o guardo. E todos os dias dispo-me para ele.

sábado, 10 de abril de 2010

"y aunque fui yo quien decidió que ya no más y no me canse de jurarte que no habrá segunda parte, me cuesta tanto olvidarte"

Anónimo

...Tenho mesmo!

Como de costume sai de cas bem cedo. Deparava-me com o frio matinal e os olhos ainda meio fechados. A noite, mais uma vez, tinha sido de insónias. Dormi mal. Sentia-me mal de manhã. Mas, como sempre e resignadamente, tinha que ir trabalhar. Dirigi-me ao metro. Não sei porque, est manhã atrasou-se. Diziam que tinha sido uma falha eléctrica. Estava umas largas de minutos atrasados. Enquanto esperava, observando o vazio profundo que diante de mim se deparava, sinto um formigueiro. Começo a sentir uma dorzinha de barriga que nunca me aconteceu. Nervoso, começo a olhar em redor. Procuro. Procuro. Procuro.

Vejo uns cabelos a esvoaçar em câmara lenta. Eras tu. O tempo parou. Fui a correr atrás de ti. Agarrei pelo braço, e tu com um viraste-te com um ar de espanto. Com um ar de quem foi descoberta e não queria ser. Mas eras alguma criminosa?!Na altura não pensei, mas agora em que me distâncio emocionalmente penso-o, e sei que sim. Ainda sem ser muito racional, perguntei-te se querias ir ao café. Disseste-me que sim que poderia ser. No café falamos, não demos pelo tempo passar. Voo como um bando de passaros voam em plena primavera a procura de alimento. Daqueles que procuram carne e se forem os últimos a chegar não comem. Quando o meu nervoso começa a passar, assim como a dor de barriga, e começo finalmente a disfrutar da conversa, tu dizes-me que tens que ir embora. Pergunto-te
- Tens mesmo que ir embora?
E tu com o teu ar delicado, abanas-me com a cabeça a dizer que sim.
-....Tenho mesmo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tens mesmo de ir embora?

Harold Pinter to Antonia Fraser

segunda-feira, 5 de abril de 2010

É assim tão dificil?












Sigo em frente e desvio, por momentos, o olhar.
Sei que não o posso mas faço-o, por mim e por ti.
Agora podemos voltar a encontrarmo-nos, porque seguimos em uníssono.
Vamos marchar os dois juntos, num só corpo?
Escolhes tu o corpo?
Eu escolho a direcção...
Ou preferes caminhar junto às estrelas?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Havia pedaços de luz no meu corpo, feitos de mil neóns pequenos e cintilantes.
Pensei que fossem cancros de pele ganhos numa noite de amor na praia à luz da lua,
Mas afinal era só um Natal que ficou colado do teu corpo húmido,
E Que vitrificou a areia como uma marca única.
Na manhã seguinte os pescadores viram o teu vitral e notaram que fomos felizes,
Havia restos de tinta que sobraram da nossa paixão.
Eu bem te avisei que nos iria denunciar,
Mas tu, e com razão, disseste que nos descobrissem!!!
Que nos podiam enterrar na lua e enviar-nos para o fundo dela,
Jamais nos separariam,
Porque a areia ficou vitrificada com a nossa Marca.

Façam o Favor de Ser Felizes

Raúl Solnado

Troquei-te por um cobertor.

Habituei-me a ver a cozinha vazia. A loiça suja, por lavar num monte. Pratos e talheres e copos num caos empilhados debilmente. Talheres limpo começam a ser bens raros. Um espaço decente está em vias de extinção. Restos de comida ao monte, já retardados, que juntos esperam uma ordem de saída. Ninguem lhe passa a guia de marcha.

Habituei-me a entrar na casa de banho vazia. Ver a roupa em fila, desordenadamente, como comboios que viajam caóticamente uns por entre os outros. Roupa interior que começam a envelhecer rapidamente graças ao uso repetido sem traço de detergente. Roupa que espera uma empilhadora directa ao cesto.

Habituei-me a deitar-me na cama vazia. Em ver a tua mesinha de cabeceira sem luz. Sem os comprimidos. Sem a caixa dos preservativos. Sem o teu livro. A sentir o teu lado da cama frio, e tentar esticar-me em toda a sua largura. Pus mais um cobertor para aquecer-me.

Troquei-te por um cobertor.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Porque puseste baton hoje de manhã?

Ao fim do dia guardei o cigarro num fraco. Peguei com todo o cuidado e pu-lo dentro do frasco. Era um frasco especial. Aquele que guardava o piri-piri que tu tanto gostas. Retirei-o da prateleira, e limpei-o. Qualquer pedaço de pó foi retirado. Nada havia no seu interior. Até as particulas de ar enxotei. Nada podia la ficar. Nada podia detiorar o teu cigarro. Com cuidado, pu-lo la dentro. Com todo o cuidado.

Fiquei horas a observa-lo. Pu-lo na cabedeira do lado que dormias, e hoje adormeci no teu lado da cama. Mas posso-te dizer, que fiz apenas para reparar no cigarro. É a minha única lembrança de ti. A única coisas palpavél que tenho de ti. Não faz mal. Até faz, mas por enquanto agrada-me pensar que voltarás para o acabar de fumar. Antes de adormecer, reparei de tinha as marcas do teu baton. Tu nunca usas Baton.

Porque puseste baton hoje de manhã?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Porque nunca voltaste?

A manhã punha-se lá fora. Ouvia o chilrear dos passáros e os raios de luz teimavam em entrar pela janela. Na cama, encolhia-me. Tentava manter-me impenetrável ao mundo exterior. Tudo aquilo que queria estava ali, naquele momento, naquele sitio. Naquele espaço que só a mim me pertencia. Recomendava-se. Estava cheio de saúde, de vitalidade. Uma vitalidade ingenuamente eterna.

No entanto, tu levantaste-te. Abriste a persiana e a janela. O agradável cheiro do frio matinal foi substituido pelo odor do dia, já a milhas no relógio. E eu fiquei a olhar-te. A ver-te a vestir. Cada peça de roupa, umas sobre outras, como novas peles. Como novas identidades. Disseste-me adeus e deixaste-me uma beata de cigarro meia fumada. Disseste-me que continuavas quando voltasses.

Porque nunca voltaste?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Happy Song for Happy People



"You would not believe your eyes

If ten million fireflies
Lit up the world as I fell asleep

'Cause they'd fill the open air
And leave teardrops everywhere
You'd think me rude
But I would just stand and stare

I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems

'Cause I'd get a thousand hugs
From ten thousand lightning bugs
As they tried to teach me how to dance

A foxtrot above my head
A sock hop beneath my bed
A disco ball is just hanging by a thread

I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems
When I fall asleep

Leave my door open just a crack
(Please take me away from here)
'Cause I feel like such an insomniac
(Please take me away from here)
Why do I tire of counting sheep
(Please take me away from here)
When I'm far too tired to fall asleep

To ten million fireflies
I'm weird 'cause I hate goodbyes
I got misty eyes as they said farewell

But I'll know where several are
If my dreams get real bizarre
'Cause I saved a few and I keep them in a jar

I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems
When I fall asleep

I'd like to make myself believe
That planet Earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
'Cause everything is never as it seems
When I fall asleep

I'd like to make myself believe
That planet earth turns slowly
It's hard to say that I'd rather stay
Awake when I'm asleep
Because my dreams are bursting at the seams"

owl city - fireflies

quarta-feira, 24 de março de 2010

"Inventamos a noite porque não há noite bastante
que nos adormeça,
nem teia que nos enrede na absoluta lucidez
do último minuto."

Helena Carvalho

Quando há quem escreva assim...será que vale a pena tentar?

Dissecação d'um amor

Pegaste numa tesoura e começaste
a cortar-me o peito.
Primeiro foi a pele, depois a carne.
Senti-a cada vez mais fria,
à medida que me falavas.
Dizias-me para ter calma.
Tudo vai correr bem.
Mas continuaste até chegar ao esterno,
Que com uma mestria antes indecifrada,
Cortaste-o numa carnificina imoral.
Tocaste-me nas vísceras cheias de
Sonhos, desejos, esperanças, e esvaziaste-as.
Estava tao cheio de um peso de tudo,
e agora peso nada.
Vivo das migalhas que encontro, e
como com o meu buraco no peito.
Um buraco para o meu eu mais profundo,
agora, em tons de pálido.
Que continua aberto, com pontos mal dados,
A cicatrizar, esperando.
Entrada rápida à espera duma ligaçao directa,
que electrocuta os meus orgãos moribundos.
Queres beijar a minha nova boca?

domingo, 21 de março de 2010

"quando os meus pais souberam
que fora eu quem assaltara a igreja
roubando o dinheiro das esmolas
para pagar aos amigos copos de vinhoe que até desfigurara o rosto dos santos
em meu nome pediram desculpa ao padre
e mandaram rezar missacomo se estivesse morto"

José Ricardo Nunes

O amor....a vida...

"A cesura enerva-me no estomâgo.
Cortei de manhã as pontas dos dedos mas sei já que
elas crescerão de novo a proteger as unhas.
Talvez a vida seja estranha,
talvez a vida seja simples,
talvez a vida seja outra vida.
A linha branca da Beleza é a minha atitude que se transforma.
A violência do sono sobe
sonre o meu conhecimento.

Fui algures um horizonte na sucessão das pálpebras."


Nuno Júdice - O amor, um dever de passagem

terça-feira, 16 de março de 2010

"Contigo aprendi a viver no fogo.
Tu deixaste-me na estepe gelada.
Isto, querido, é o que me fizeste.
Amado meu, de que sou culpada?"

Marina Tsvatáieva

"Digam aos bombeiros:
Só com carícias se pode apagar um coração a arder "

Vladímir Maiakovski

sábado, 13 de março de 2010

as vezes parece que tudo o que a vida nos tem para dizer é

The life sucks

sexta-feira, 12 de março de 2010

E hoje sinto-me assim....




Oohoo (19x)

Breath it in and breath it out
and pass it on it's almost out
We're so creative and so much more
We're high above, but on the floor

Chorus1: It's not a habit, it's cool
I feel alive
If you don't have it your on
the other side

The deeper you stick it in your vein
The deeper the thoughts there's no more pain
I'm in heaven, I'm a god
I'm everywhere, I feel so hot

Chorus2: It's not a habit, it's cool
I feel alive
If you don't have it your on
the other side
I'm not an addict (maybe that's a lie)

Oohoo (8x)

It's over now, I'm cold, alone
I'm just a person on my own
Nothing means a thing to me
Oh, nothing means a thing to me

Chorus2

Free me, leave me
Watch me as I'm going down
Free me, see me
Look at me I'm falling
And I'm falling.........

It is not a habit, it is cool
I feel alive I feel.......
It is not a habit, it is cool
I feel alive

Chorus2

I'm not an addict, I'm not an addict, I'm not an addict.

segunda-feira, 8 de março de 2010

"És a cura de Ti próprio"

Palavras

De quem são as palavras,
Senao de nós mesmos.
De que valem as palavras,
Se nao forem para nós,
Se não forem para ti,
Escritas num papel de cetim,
Leve como o ar,
Calmo como a beleza etérea,
Que se faz em mim,
Que se faz em nós.
Quando estamos juntos.
Quando rimos,
Quando choramos,
Quando fazemos...
...Palavras de Amor.

sábado, 6 de março de 2010

Talvez...

"Queria que o vento me puxasse para baixo, queria agarrar-te durante o sono e beijar-te uma última vez. Ir à procura de mim em ti e recuperar o meu ar sonhador de quando acreditava que o meu príncipe iria apaixonar-se por mim e guardar o nosso ninho para sempre. Mas tu atravessaste a soleira da porta e nunca mais voltaste. E os princípes não fazem isso, pois não?"

quinta-feira, 4 de março de 2010

Espaço...

Haverá espaço para mim aqui?

E acolá?

E agora?

Há?

As coisas podem piorar, você é que não tem imaginação.

Leis de Murphy

Coisa Pequena



Quem és tu a quem quero dar?
Qual o verdadeiro tamanho do mundo
que carregamos dentro de nós?
Tenho cheiros mil na pele,
uns que passaram e ficaram à superfície,
outros entraram na epiderme.
Sensações que se prenderam aos músculos.
Que se agarraram aos tendões,
E à periferia das veias
Espumando-me o Sangue.
Memorias que marcaram os ossos,
Lascaram membros, e enfraqueceram-nos.
Memórias de Cálcio que se depositam,
E por vezes regeneram-me.
Como tu, que um dia irás chegar,
e uma coisa pequena te irei dar,
Plantando em ti meu corpo nu,
ora feito de pele, músculos e carne,
ora feito de cheiros, sensações e memorias.
Porque tu hás-de perpetuar-me.
Porque tu hás-de continuar-me.
Porque tu hás-de um dia ler estas palavras,
E querer partilhar.

Amor Infinito

Madreudeus - Amor Infinito & Ballet

Dizem que
Um Amor Infinito
Já não há
porque não pode ser
um Amor
se Divino
Já não há
Nem há nada a temer
- E eu não acredito...
Não sei como
Eu não acredito...
- E peço para ver
- Eu só peço para ver
ainda peço para ver
Um Amor Infinito,
já não há
é impossível haver
Dizem
que um Amor
Consentido
Já não há
nem se pode entender
- E eu não acredito...,
- Eu não, não, não, não acredito...
- E peço para ver...
-Eu só peço para ver
- Ainda peço para ver
Dizem que
Um Amor Infinito
Já não há
Nem há tempo a perder
Um Amor
Um Princípio
Já não há
Nem há nada a dizer
- E eu não acredito...
Não sei como
Eu não acredito...
- E peço para ver
- Eu só peço para ver
ainda peço para ver


Madredeus - Amor infinito

Se é verdade, não quero acreditar.
Rejeito acreditar.
Evito sequer pensar em tal coisa.
No entanto dizem.
No entanto provam.
Estarei eu enganado?
Estarei eu do lado errado?
Mas tanto na Guerra,
como no Amor,
qual o lado certo?
Qual o lado,
em que não se morre,
em que não se ama.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

E hoje sinto-me assim....



Rego a vida com que?
O querosene não foi suficiente,
O petróleo já não vem do fundo
E o éter só me embriaga a alma.
Fugiste quando puxei do fósforo,
E eu que só queria fumar um cigarro.
Um cigarro depois de ti, Amor.
É como fazem nos filmes,
E talvez fosse mais longo,
Este já não nosso artificio.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

"uma paixao de cortar a respiraçao, um beijo de estremecer os sentidos, um abraço de sentir o mundo inteiro nele"

domingo, 24 de janeiro de 2010

O Amor e o Tempo andarão de mãos dadas?

"Não vale a pena quereres apressar o tempo. Sabes que não há nada que chegue antes do tempo devido. Nada se adianta só porque tu queres estar um passo à frente. É mais fácil voares com o vento dos dias e dares oportunidade à vida para tratar de si na altura certa. E um dia...

... um dia olhas para o lado e descobriste a tua alma gémea..."

Margarida Rebelo Pinto

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

E hoje sinto-me assim....



Melancolia de um tempo demora a vir....e doutro que não passa.

Ultimato para o Amor

"Apaixonar-se é sempre mágico. Parece eterno, como se o amor fosse durar para sempre. Acreditamos, ingenuamente, que de alguma maneira estamos isentos dos problemas que os nossos pais tiveram, livres das probabilidades da morte do amor, certos de que era para ser assim e que estamos destinados a viver felizes para sempre.

Mas quando a magia desaparece e a vida quotidiana assume o poder, emerge que os homens continuam a esperar que as mulheres pensem e reajam como os homens, e as mulheres esperam que os homens sintam e se comportem como as mulheres. Sem uma consciência clara das nossas diferenças, não nos dedicamos a entender e respeitar um ao outro. Tornamo-nos resmungões, ressentidos, judiciosos e intolerantes.

Com a melhor e mais amável das intenções, o amor continua a morrer. De alguma forma os problemas vão-se introduzindo. Os ressentimentos edificam-se. A comunicação sucumbe. A desconfiança aumenta.

Os resultados são a rejeição e a repressão.

A magia do amor está perdida...

Perguntamo-nos: "Como pode isto acontecer?", "Por que aconteceu?" e "Por que acontece connosco?".

Muito poucos, de facto, são capazes de crescer em amor. Ainda assim, isso acontece!!!

Quando os homens e as mulheres são capazes de respeitar e aceitar as suas diferenças, então o amor tem uma oportunidade de desabrochar.

Através da compreensão das diferenças ocultas do sexo oposto, podemos, com maior sucesso, dar e receber o amor que está nos nossos corações.

Através da validação e da aceitação das prioridades e das diferenças, soluções criativas podem ser descobertas.

E, mais importante, podemos aprender como amar e amparar melhor as pessoas com as quais nos importamos.

O amor é mágico, e pode durar, se nos lembrarmos das nossas diferenças."

Porque é verdade...
Porque é frustrante quando acontece...
Mas porque vale a pena lutar...
E tu sabes crescer em Amor?

domingo, 10 de janeiro de 2010

"Mas nunca fui a unidade:

Entre o corpo e a alma, estavas
-tu, a tua carne, a tua vida"


Bernardo Santareno - Os olhos da Víbora

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

"como bem se sabe, só há uma coisa mais louca do que a poesia e essa coisa é, precisamente, a crítica de poesia"

Ruy Belo

Até onde vamos....

Porque a memória não se apaga e o futuro trará mais.

"O vento parado nas vidraças"

Edmundo de Bettencourt

Termino com Jorge Sena

"A felicidade sentava se todos os dias ao peitoril da janela.

Tinha feições de menino inconsolável.
Um menino impúbere
ainda sem amor para ninguém,
gostando apenas de demorar as mãos
ou de roçar lentamente o cabelo pelas faces humanas.

E, como menino que era,
achava um grande mistério no seu próprio nome."


Porque eu espero. Tu vens?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Hoje sinto-me assim...

"I love you without knowing how, or when, or from where.
I love you straightforwardly, without complexities or pride.
So I love because I know no other way than this.
Where I does not exist, nor you, so close that your hand on my chest is my hand.
So close that your eyes close as I fall asleep"

Patch Adams

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A beleza do corpo humano resume-se a alguns momentos. A algumas horas em que o podemos apreciar na sua verdadeira plenitude. Alguns desses momentos são especiais, por exemplo, quando fazemos Amor. A atitude em que nos colocamos perante o outro, e em que o outro se coloca perante nós. Em que há uma análise através do outro, em que as curvas são contornadas, em que a mente vagueia pelas linhas que desconhecemos mas que apenas vemos. Sem as conhecer. Sem as querer conhecer. Quanto estamos só tornamo-nos mais pobres. Quando não conhecemos o Amor nada podemos fazer senão um Solilóquio.



Há quem fale sozinho sobre a terra dos sonhos. Tu falas?Queres falar comigo?

domingo, 3 de janeiro de 2010

the best things in life come to those who wait

"...ajudas-me a conjugar o verbo aceitar, ensinas-me a praticar o verbo esperar , e tens sempre paciência para mim. Levas-me a jantar fora quando estou triste e limpas-me as lágrimas quando imagino que o mundo vai acabar só porque não é todo como quero e quando quero. E obrigas-me a ser feliz com o que tenho, em vez de viver sempre com a cabeça enfiada no futuro. És mais sábio do que eu e sabes muito bem que o futuro só existe na cabeça das pessoas complicadas, que gostam de tornar a sua própria existência difícil."

Sem Prazo de Validade de Margarida Rebelo Pinto

Irei eu algum dia partilhar verbos e acções?!